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A Psico na cultura: Filme "Divertida Mente"

Olá, tudo bem por aí?


É um tanto complicado afirmar qual é o melhor filme na Pixar, a empresa durante os anos produziu verdadeiras obras primas do porte de “Wall - E”, “Viva a Vida é Uma Festa” ou “Up Altas Aventuras”, porém categoricamente eu posso dizer que esse é o filme mais “psicológico” produzido pela companhia.


O filme conta a história de Riley, uma garota que se muda com seus pais do estado de Minnesota no EUA para a metrópole San Francisco.


O filme é focado nas emoções de Riley geridas pelos personagens: Alegria, Tristeza, Nojinho, Medo e Raiva, tais personagens controlam o funcionamento mental da garota.


E o que o filme tem a ver com a Psicologia?


Bem em primeiro lugar a animação é simplesmente essencial para qualquer profissional, estudante ou entusiasta da Psicologia, de uma maneira leve, poética e divertida (a tradução do título para o português é genial) a película explica muito sobre o funcionamento das funções cerebrais e como os seres humanos reagem às nossas emoções básicas universais: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Aversão.


O filme é uma obra de entretenimento, é evidente não tratar-se de um trabalho científico, no entanto ele acerta ao abordar temas complexos de uma maneira simples e funcional, capacidade típica dos gênios. Tal fato gera uma antítese perfeita em várias obras de nossa querida psico, onde autores, talvez por pura vaidade constroem obras cheias de floreios incompreensíveis, com neologismos desnecessários e um confusão textual de difícil digestão, criando também uma cultura de leitores que fingem entender tais textos, porém terminam as leituras confusos e sem uma possibilidade de aplicação prática de tais conceitos, criando assim um distanciamento entre a Psicologia e o mundo cotidiano.


É importante realçar que o filme contou com a consultoria de psicólogos e neuropsicólogos durante sua concepção, ou seja, é uma obra concebida com o aval da ciência.


Divertida Mente nos fala um pouco da criação de nossas memórias, dos mecanismos neuropsicológicos da formação das memórias base, de longo e curto prazo, do armazenamento, funções executivas e também da “reciclagem” de memórias, também nos apresenta um bom resumo da Psicologia do Desenvolvimento, em especial da infância e início da adolescência e como é o funcionamento cognitivo de tais etapas da vida, onde a imaginação, as relações sociais, as brincadeiras e o aprendizado são importantes no processo de criação daquilo que chamamos consciência, tais aspectos são genialmente retratados nas “ilhas da família, do Hockey, das amizades e das bobeiras” presentes na obra, e mais tarde substituídos por outras “ilhas”.


Inside Out (Título original em inglês) acerta demais quando nos mostra que o equilíbrio entre as emoções é um fator fundamental para o bom funcionamento dos seres humanos e a modulação de nossos comportamentos, mesmo se possível fosse, viver com o puro predomínio da alegria seria ter uma vida vazia e comportamentos patológicos.


Um dos momentos mais tocantes da obra é quando claramente é demonstrada a função da tristeza em nosso psiquismo, ali é perceptível como a função primordial da Psicologia é ajudar os pacientes não na supressão de sentimentos ditos ruins, e sim no equilíbrio deles, em nossas vidas; a tristeza, a raiva, o medo, e aversão tomarão o controle em vários momentos, o segredo está em usar tais sentimentos a nosso favor e quem sabe devolver a alegria ao gerenciamento da “máquina”.


Sem dúvidas uma grande obra prima do cinema moderno, deveria ser essencial nos cursos de Psicologia, além do mais, fazendo um trocadilho com o título do filme; ele é divertido pra caramba!!


Uma boa semana para você!


Escrito por Luciano Arruda, Psicólogo e fundador do Fluidez Mental, já assistiu Divertida Mente quatro vezes e ainda se emociona com isso, seu contato é: luciano@fluidezmental.com.br










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